O peso das vivências na infância

Todos nós temos esquemas que começam a se formar durante a infância. Mas o que são esquemas? São princípios duradouros de pensamento que começam a tomar forma durante a infância, sendo influenciados por diversas experiências da vida, ensinamentos, modelos dos pais atividades educativas, traumas e sucessos. Esses esquemas podem gerar crenças nucleares sobre si mesmo, que são regras globais para interpretar as informações ambientais relativas a autoestima. Alguns exemplos:

Exemplo 1:
Se uma criança cresceu em um ambiente controlador, no qual ela aprendeu que deve sempre ser a melhor em tudo e que ela deve estar sempre atenta aos perigos do mundo, ela poderá desenvolver crenças como:
“Preciso ser melhor em tudo para que eu possa ser amada”;

“Tenho que estar atenta constantemente alerta a todos os perigos para conseguir evitá-los”.

Exemplo 2:
Uma criança que cresceu em um ambiente instável, presenciando agressões físicas do pai contra a mãe, fazendo com que ela se colocasse à frente dos dois para proteger a mãe e sendo punida por isso, pode desenvolver as seguintes crenças:
Os outros punem injustamente”;

“Nunca devo ser uma vítima, preciso estar no comando”;

“Ter sentimentos significa perder o controle”.

Estes são apenas alguns dos exemplos de como as crenças podem surgir na história de vida das pessoas. Para cada paciente, é importante que seja feita uma análise cuidadosa e multifatorial, pois cada caso é um caso. Além disso, devemos lembrar que as crenças são formadas não apenas por influência dos cuidadores, mas por todo o contexto em que a pessoa está inserida.
É importante salientar que todas as pessoas têm uma mistura de esquemas adaptativos (saudáveis) com crenças nucleares desadaptativas (como nos exemplos ao lado). O objetivo da TCC é identificar e desenvolver os esquemas adaptativos e, ao mesmo tempo, tentar modificar ou reduzir a influência dos desadaptativos.
Por isso, com o apoio da psicoterapia no processo de autoconhecimento, é importante se lembrar de situações que possam ter influenciado o desenvolvimento de crenças que causem desconforto ou prejuízo ao paciente,
Entre em contato comigo e agende uma avaliação. Vamos juntos entender como a TCC pode te auxiliar 🙂

Como lidar com as emoções?

Diariamente, todos nós passamos por diferentes emoções. Algumas são mais fortes, enquanto outras nos proporcionam sensações de prazer, por exemplo. Essas emoções nos fazem lembrar de nossas necessidades, frustrações e direitos, impulsionando-nos a realizar mudanças, a sair de situações complicadas ou a reconhecer quando nos sentimos satisfeitos. Mas como lidar com essas emoções?
Todos nós experimentamos emoções, mas a maneira como lidamos com elas determina se nossos comportamentos serão adaptativos ou desadaptativos. O problema não está em sentir ansiedade, por exemplo, mas em nossa capacidade de reconhecê-la, aceitá-la, utilizá-la quando for possível e continuar funcionando, mesmo com sua presença.
Definimos desregulação emocional como a dificuldade ou inabilidade de lidar com as experiências ou processar emoções, fazendo com que o indivíduo possa sentir intensificação excessiva (emoções indesejadas, opressoras) ou desativação excessiva (despersonalização, entorpecimento emocional).
A regulação emocional inclui estratégias de enfrentamento para confrontar a intensidade emocional indesejada, agindo como um “termostato” capaz de regular as emoções e mantê-las em nível controlado para lidar com elas.
A TCC utiliza diversas técnicas para ajudar o paciente a lidar com a desregulação emocional através de estratégias focadas nos esquemas emocionais, manejo do estresse, reestruturação cognitiva, entre outras,
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Todos nós cometemos erros cognitivos em algum momento

Você sabe o que são erros cognitivos? São padrões de pensamentos distorcidos que influenciam negativamente na forma como vemos as situações, gerando emoções e comportamentos desadaptativos. Alguns exemplos:

  • Abstração seletiva

Acontece quando: se chega a uma conclusão após examinar uma pequena parte das informações disponíveis.
Exemplo: Uma pessoa deprimida e com baixa autoestima não recebe parabéns pelo seu aniversário de um velho amigo e começa a pensar que ninguém mais se importa com ele, ignorando o fato de que recebeu parabéns de todos os outros amigos. Além disso, também ignora o fato de que esse velho amigo deu parabéns em todos os outros aniversários, mas não deu nesse por estar ocupado com uma mudança e novo emprego.

  • Interferência arbitrária

Acontece quando: se chega a uma conclusão a partir de evidências contraditórias ou na ausência de evidências.
Exemplo: Uma pessoa com medo de elevador é solicitada a prever as chances do elevador cair com ela dentro. Ela responde que as chances são de 10% ou mais, mesmo sem ter evidências/fatos de que esse número possa ser real, ignorando também todas as pessoas que dizem que as chances disso acontecer são mínimas.

  • Supergeneralização

Acontece quando: se chega a uma conclusão a partir de um evento isolado e essa conclusão é estendida de maneira ilógica para várias áreas de funcionamento.
Exemplo: Uma pessoa tira nota baixa em uma prova da faculdade e começa a pensar que todas as áreas de sua vida estão dando errado e que não consegue fazer nada direito.

  • Maximização ou minimização

Acontece quando: a relevância de uma situação ou sensação é exagerada ou minimizada.
Exemplo: Uma pessoa que tem transtorno do pânico começa a sentir tonturas durante uma crise e pensa: “Vou desmaiar e ter um ataque cardíaco ou um derrame”.

  • Personalização

Acontece quando: se associa eventos externos a si próprio, mesmo tendo pouca ou nenhuma evidência para isso.
Exemplo: Quando uma empresa passa por dificuldades econômicas por diversos fatores e o gerente pensa: “É tudo culpa minha, eu deveria saber que isso aconteceria e ter feito alguma coisa. Eu falhei com todos da empresa”.

  • Pensamento absolutista

Acontece quando: os julgamentos sobre si, as experiências pessoais ou com os outros são vistos em uma ótica extrema (totalmente bom ou totalmente ruim).
Exemplo: Um homem deprimido se compara com um amigo por achar que ele tem um bom casamento e que seus filhos vão bem na escola, deixando de analisar que o amigo tem outros problemas no trabalho e de saúde, por exemplo. Com isso, o homem pensa: “Tudo vai bem para o meu amigo; para mim, tudo dá errado”.

A TCC oferece estratégias para reconhecer que se está cometendo erros cognitivos e ensina formas de lidar com eles. Entre em contato comigo e agende uma avaliação. Vamos juntos entender como a TCC pode te auxiliar 🙂

Conheça alguns dos benefícios da psicoterapia!

A psicoterapia pode ajudar as pessoas de diversas maneiras, pois o processo envolve diversas técnicas focadas no paciente, com o objetivo de auxiliar de acordo com a demanda específica de cada um. Cada processo é único e singular, mas existem alguns benefícios que podem ser adquiridos através da TCC, como:

  • Autoconhecimento:
    Por que eu ajo de tal forma em determinadas situações? Por que eu sinto isso? A terapia te ajuda e entender e reconhecer padrões de pensamentos e comportamentos, trazendo maior clareza sobre determinadas situações.
  • Manejo das situações:
    Após entender meus padrões de pensamentos e comportamentos, o que eu faço para mudar? Através das técnicas da TCC, a terapia te ajudará a trabalhar com metas, reestruturação cognitiva, manejo do estresse etc., que te auxiliarão a mudar esses padrões.
  • Desenvolvimento de habilidades:
    A TCC ensina habilidades práticas de enfrentamento para lidar com as mais diversas situações através de manejo do estresse, resolução de problemas, entre outras.
  • Tratamento de quadros clínicos:
    A TCC tem eficácia comprovada no tratamento de diversas condições psicopatológicas como ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, entre outros.  

Estes são apenas alguns exemplos dos benefícios. É importante relembrar que cada caso é um caso e tudo dependerá da demanda de cada um. Não existe um tempo certo para que os benefícios comecem a surgir, o importante é respeitar o seu processo terapêutico e, sempre que houver alguma dúvida ou angústia, compartilhe com o seu terapeuta.

Você sabe como funciona a psicoterapia da TCC?

A psicoterapia, de uma maneira geral, pode trazer diversos benefícios para o indivíduo que a procura. Neste espaço, falarei um pouco mais sobre a TCC (Terapia Cognitivo Comportamental), que é a minha abordagem, e em outros posts, falarei de alguns dos benefícios que se pode obter através do processo terapêutico.
A TCC é uma abordagem da Psicologia que tem como foco o “processamento cognitivo”, ou seja, os pensamentos. Na prática, isso significa que, nessa abordagem, nós entendemos que a forma como as pessoas processam a realidade, terá impacto na forma em que elas irão se sentir e se comportar, pois os pensamentos farão com que a pessoa tenha emoções, e essas emoções geram comportamentos.
Em um exemplo prático, digamos que um indivíduo que tenha ansiedade social é chamado para ir a uma festa com conhecidos. Antes de ir, ele começa a pensar “não vou saber o que dizer, todo mundo vai perceber que sou desajeitado… vou travar e ir embora imediatamente”. Após ter esses pensamentos, ele começa a sentir ansiedade, frio na barriga e desiste de ir a festa. No modelo da TCC, avaliamos que ele teve os pensamentos automáticos (“não vou saber o que dizer”), o que desencadeou a ansiedade (emoção) e o fez desistir de ir a festa (comportamento de esquiva).
Este é apenas um exemplo sobre a TCC, mas existem diversas outras situações que serão ilustradas em outros posts.
A TCC pode ajudar os pacientes em diversos níveis e demandas, trazendo inúmeros benefícios para a pessoa. Acompanhe os próximos posts e veja alguns desses benefícios!

Por MundoPsicologos.com